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terça-feira, 14 de junho de 2016

A educação do filho autista - eles também precisam de limites

Quem tem filho autista sabe a dificuldade que é olhar para a criança e diferenciar uma crise real de ansiedade, uma manha ou uma dramatização de crise. Por incrível que possa parecer eles são capazes de fazer parecer que estão em crise para conseguir o que querem, e acredite, isso é muito mais triste para eles do que para nós. Após acontecer eles se sentem culpados, tristes, sozinhos e sem entender porque fizeram isso.

Uma de minhas maiores preocupações quando desconfiei do autismo do Guilherme foi justamente esta, “e agora? Como vou educar?” Se passou um turbilhão de medos pela minha cabeça, se educar uma criança que seja dita dentro da normalidade não é tarefa fácil, quem dirá aquela que foge dos padrões. Mãos à obra, eu não podia criar um ser humano que iria crescer achando que seria o centro do universo e que com o tempo sofreria as consequências disso.



Autistas em grau leve (antigos asperges) são, via de regra, muito inteligentes, pensam rápido. Quando não conseguem falar se irritam facilmente porque não são compreendidos no que estão pensando. Esse era o caso do meu filho. Me lembro como se fosse hoje, de um carro elétrico tipo “Mercedes Benz” que comprei para ele com toda alegria que uma mãe poderia sentir, deixei de comprar coisas essenciais para mim com o propósito de dar a ele a alegria de dirigir o próprio carro e desenvolver a coordenação motora. O carro tinha portas, cinto de segurança, dois lugares, partida elétrica, faróis imitando xenon, rádio, acelerador e buzina. Acontece que não deu certo...

O primeiro contato do Guilherme com o carro foi um desastre, ao primeiro sinal de que a bateria iria acabar ele teve uma crise de choro e em seguida uma crise histérica que não tinha fim. A segunda vez que o carro funcionou a crise veio logo que ligou, ele descia, subia, empurrava, puxava, nada estava bom. Acontece que... Gui viu nos meu olhos o medo que senti ao vê-lo em uma crise real. O problema do carro é que como ele nunca saberia quando a bateria iria acabar ele entrava em pânico já ao olhar para o carro. Ele tinha três anos de idade quando ganhou o carro, mas nunca conseguiu usar. Ficou durante um tempo no sotão da lavanderia, sozinho, empoeirado, abandonado, com a bateria estragada, com meu sonho despedaçado, assim como tantos outros...

Muitas noites eu chorei, parece bobagem, mas quem é mãe de autista entende a dimensão do problema, a gente se desespera, não entende, tem vontade de gritar, de quebrar tudo, depois passa, a gente pensa, quer colo, mas geralmente não tem colo para ganhar, então aquela força absurda vem e passamos a raciocinar, mas desta vez não com o coração e sim com a mente, pelo menos por instantes... 

Aquele olhar que ele viu em mim ficou registrado em sua mente inteligente e perfeccionista. O que eu menos esperava aconteceu, ele passou a “entrar em crise” cada vez que lhe era conveniente. Triste isso, mas é verdade. Entrava em crise quando não queria dormir, quando não queria descer do carro, quando queria um objeto específico de uma determinada loja, quando não queria ir a uma terapia ou simplesmente quando queria as coisas exatamente do seu jeito.

Demorei um tempo, pouco tempo, mas percebi que havia algo errado. Uma consultora em autismo me orientou a utilizar a técnica de contenção física – o que só fez ele ter uma crise real. Tentei ignorar, meu coração não permitiu, tentei brincar e ele se irritou pra valer, tentei todas as abordagens existentes nos livros, na realidade nada funcionou com o Guilherme. 

Um dia eu estava olhando para a janela e pensei comigo, ele tem capacidade para fazer uma crise em seu favor a fim de obter o que quer. Mas ele não faz isso por mal. Não faz isso porque quer mandar em mim e se acha o dono do mundo. Ele faz isso porque ele percebeu que funciona e assim como toda criança ele precisa, quer e pede por limites. Chegou a hora de educar. Se ele é uma criança especial, lhe darei uma educação especial. Tudo o que eu fazia eu lhe dava uma interpretação.

Chegou o momento, Guilherme fez sua primeira birra após a minha percepção, jogou um brinquedo longe, com raiva. Me ajoelhei no chão e com voz firme eu lhe disse: “não pode, custa caro, faz carinho, cuida dele!”, em seguida o peguei pela mão, fui até o brinquedo com ele e nos ajoelhamos juntos, ele pegou e então o pedi que fizesse carinho, ele fez! Depois eu lhe expliquei com mais calma que eu iria tentar descobrir o que estava lhe incomodando, mas que quebrar coisas eu não iria aceitar. Isso aconteceu quando ele deu tapas, quando gritou e puxou cabelos. Sempre tive o mesmo cuidado e sempre funcionou.

Aconteceu de uma vez estarmos indo para uma das terapias e o Guilherme começar a chorar, aí falei com voz doce, pedi calma, dei colo, foi um drama... Na segunda vez ele começou a chorar ainda no trajeto, parei o carro no acostamento e lhe disse: “Olha só, você tem que ir com ou sem choro, a diferença é que com choro as pessoas ficarão assustadas, sem choro elas ficarão felizes, e aí? O que vamos fazer?” Ele parou logo depois...

Sei que parece estranho, mas uma voz firme, com convicção, tomada de carinho na sequencia dá confiança e o limite que toda criança precisa, principalmente a criança autista. Eles tem necessidade de saber exatamente aonde está o seu espaço e isso lhes dá segurança. Se não dermos esse limite na infância, estaremos prejudicando suas relações com o mundo.

Depois de chamar a atenção de meu filho pela primeira vez a sensação foi de dor, de medo de punição de mim para mim mesma, algo que me rasgava por dentro. Aquele ser pequenino que já havia sofrido tanto ter que ser ainda puxado desta forma. Sim! Se não for eu, mãe, será a vida. Amar também é educar por mais que nosso travesseiro molhe durante a noite... 

Acredito que o equilíbrio e o amor ajudam a dosar o momento certo de agir. Existem dias, existem crises e existem birras, coração de mãe geralmente sabe identificar a hora de entrar em ação, de impor os limites necessários para a vida.

Atualmente Guilherme é um menino doce, feliz, companheiro, carinhoso, se defende quando provocado, mas incapaz de fazer mal a quem quer que seja. Está sempre sorrindo, é capaz de negociar o que quer, faz suas birras, acima de tudo é criança e vive sua infância como qualquer outro menino de sua idade. 

Coloque seu filho na escola, monte uma rotina, deixe-o dormir em sua própria cama, lhe dê independência, mesmo que seja devagar, aos poucos, faça-o comer na mesa, ensine-o a utilizar os talheres, saiba que para ele é tudo o que ele mais quer, mesmo que pareça que não num primeiro momento. Os primeiros passos são sempre os mais difíceis, mas o seguintes são sempre os mais vitoriosos.

Tenha coragem, busque forças, tenha voz firme, não deixe que a dificuldade te domine, aprenda a gostar da genialidade que envolve o autismo, ele é muito tranquilo do que se mostra inicialmente.

É possível, necessário e maravilhoso educar uma criança autista.

E quando conseguimos, o resultado é surpreendentemente recompensador!

Beijos, cheios de luz e paz. Mamãe.



facebook/kenyatldiehl.com






48 comentários:

  1. Genial....vi minha vida passando como um filme enquanto lia...é exatamente assim o meu gui...obrigada.

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  2. Perfeito, estou passando por tudo isto que você relatou, ainda não temos diagnóstico do Gabriel, mas estamos preparados para esta resposta, pois ele tem 3 anos e dizem que os médicos não diagnosticam nesta idade, porém estamos atentos com as atitudes dele e lutando para que como você disse ele seja preparado para enfrentar o mundo!, muito obrigada por seu relato, que Deus abençoe.

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    1. Obrigada você Maria Luiza por contribuir contando um pouco de sua história também. Grande beijo.

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    2. Oi
      Os médicos fazem sim diagnóstico com 3 anos e até dos 3 também...e quanto antes iniciar as terapias melhor será o desenvolvimento do seu filho...não espere procure profissionais especialistas em autismo

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  3. Emocionado relato do dia a dia de uma mãe na missão de educar e orientar o filho autista, missão difícil mas não impossível! Obrigada por compartilhar e ajudar a quem tanto precisa de tuas palavras.

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    1. Obrigada querida. Espero ajudar cada vez mais, com a humildade de mãe que também sou e também estou sempre aprendendo. Grande beijo cheio de luz.

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    2. Obrigada querida. Espero ajudar cada vez mais, com a humildade de mãe que também sou e também estou sempre aprendendo. Grande beijo cheio de luz.

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  4. oie.
    Engraçado, que quando vc falou da voz firme, dos limites, minha irmã se admira, de meu sobrinho sempre me ouvir. EU uso a voz de professora, e ele atende. SEMPRE.

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    1. Oi, tudo é questão de jeito. Parabéns por conseguir lidar bem com ele. Isso fará muita diferença no futuro dele.

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  5. Oi lendo seu relato vejo meu filho. Eu já tentei de todas as formas educar. Confesso que pra mim, está difícil. A voz firme já não funciona,castigos ou ignorar. Meu filho utiliza o choro para tudo. Espero encontrar um caminho.

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    1. Você vai encontrar. Sempre há um jeito. Tenha certeza disso. Se precisar conversar me encontre no Facebook. Beijos de luz.

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  6. MEU FILHO TEM ESSAS CRISES OU BIRRAS NÃO SEI, ACHO QUE ÀS VEZES É BIRRA MESMO, TENHO QUE FAZER IGUAL VOCÊ SER FIRME E DEPOIS SER SEMPRE CARINHOSA, FAÇO O MÁXIMO PARA EDUCAR MEU FILHO NESSE SENTIDO, É COMPLICADO MAS TENHO QUE TER PACIÊNCIA.SEU RELATO AJUDOU MUITOS PAIS DE AUTISTAS.

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    1. Que bom, fico muito feliz em saber. Muito obrigada por escrever. Grande beijo muito carinhoso.

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  7. Mãezinha.. Sou uma amiga portuguesa mãe dum Rafael autista.. Ofereci-lhe um carrinho da Chicco aos dois anos, que servia de carro, cavalinho, tudo.. Tanta alegria ao oferecer e ele detestou, chorava em pânico só ao ver o carro, ainda está no sótão para o meu sobrinho.. Como a compreendo! Beijinhos e muita luz

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    1. Impressionante, como isso acontece com eles. Faz parte de suas maneiras de pensar. O bom é que com o tempo tudo melhora. Obrigada por me contar. Grande beijo cheio de luz e paz.

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  8. Nossa,eu estou passando por isso,eu achava que toda vez meu filho chorava gritava era crise, ele começou a tirar proveito disso,agora tudo que ele quer ou que não faZemos sua vontade ele faz borra.esta difícil já não aguento mais ,tenho tristeza dentro mim,me sinto infeliz desesperada já não aguento mais...meu marido sempre falou firme ele ,realmente funciona ele sempre respeita, eu super protegendo brigava meu marido, dizendo ele e é autista era mais uma crise não pode falar ele daquele jeito de pulso firme.agora já tentei essa tática não funciona comigo,me ajudem pois estou com depressão.

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  9. Meu marido sempre falou firme com meu filho autista,sempre funcionou,mais eu sempre intervi,entrava frente e dizia,não fale assim tão firme com menino, ele é autista está tendo uma crise. Meu filho começou a tirar proveito disso agora chora por tudo,quando quer algo,quando algo não saiu como ele queria, está me enlouquecendo, chora grita horas já tentei a tática falar firme não funciona,ando triste,desesperada,sem vontade pra nada,me ajudem .

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    1. Queliane, nunca é tarde para recomeçar. Nesse caso é importante você ter o acompanhamento de um profissional de perto para que todos vocês possam ter menos sofrimento. Sei como é difícil quando perdemos o controle. Mas nunca se culpe. Cada mãe e cada pai sempre dá o melhor que pode para seu filho. Se quiser conversar me encontre no Facebook. O endereço está no final da postagem. Grande beijo. Fique em paz.

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  10. Meu filho tambem tem sindrome de asperger, hoje , ele tem 11 anos e ja o entendo bem, mas passo momentos ainda de crise com ele. E so sair da rotina. Por exemplo no dia da eleiçao , como eu fui trabalhar como mesaria deixei ele e a irma na minha mae. Quando fui almoçar as 14:30 ele pensou que eu ja ia ficar e iriamos pra casa. Quando fui retornar que ele percebeu que teria que permanecer mais tempo na avó , ele deu uma crise correu para o portão ameaçando correr para a rua, chorou , gritou e se unhou. Foi difícil. Tive que segura-lo pelos braços e falar firme com ele, ate que ele se acalmasse. Mas ele fica bem, no dia a dia , apenas algumas crises tipo esta, mas ja aprendi a lidar com ele.

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    1. O pior é sempre o imprevisto. Uma barreira muito difícil a ser vencida. Mas a parte boa é ele demonstrar com muita garra a vontade de ficar com vc. Porque existem muitos casos que os autistas não ligam para quando os pais se ausentam. Se ele sente isso é ótimo porque os sentimentos estão muito bem organizados. Obrigada pelo seu relato,muito bom trocarmos experiências. Beijos de luz.

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  11. Também descobri, como você, que firmeza e carinho juntos sempre funcionam. Sabedoria, força e fé para nós, mães especiais.

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    1. O equilíbrio é o melhor caminho sempre. Obrigada pela mensagem. Abraço. Kenya

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  12. O meu é autista, descobrir esse ano em fevereiro, lendo a sua história, percebi que o mesmo que acontece comigo, só que não estou conseguindo lindar com tudo isso!

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    1. O início é sempre muito conturbado, mas com o apoio de mães para mães e com o desenvolvimento do seu filho certamente descobrirá um mundo novo cheio de alegrias. Conte comigo.

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  13. Meu filho e autista,descobrir esse ano em fevereiro, mas não estou conseguindo lindar com tudo isso!E complicado, seu mundo desaba!

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    1. Sim. O início é bem difícil. Precisa paciência, persistência. Entender que cada autista é diferente um do outro. Mas com o tempo tudo melhora. Acredite. Conte comigo no que eu puder ajudar. Beijos de luz.

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  14. Obrigada por compartilhar, muito bom e esclarecedor o seu relato!!!

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  15. O meu ja esta com 9 anos e aos 2 adorava ligue ligue mad se irritava muito quando o brinquedo nao sustentava tantas pecas, chorava, gritava,e jogava tudo longe. Sempre tirei o brinquedo. E disse que precisava acalmar o coracao pois tudo que faz a gente ficar descontrolado faz mal para a gente mesmo. Até hoje quando a crise comeca deja qual for o motivo eu falo vamos acalmar o coracao que estamos fazendo mal para nos mesmo ele para e fala como ligue ligue? E ai senta e respira fundo como ensinei por um tempo e logo vem tentar explicar seu sentimento. Precisam aprender a controlar sua ansiedade por si. Nao seremos eternos.

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    1. Nossa que lindo relato. Meu filho também pegou o hábito de respirar fundo para se acalmar. Tudo o que ensinamos com amor eles aprendem para sempre.

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  16. Realmente a cabeça deles funciona diferente. Quem está de fora não consegue entender. Rodrigo é apaixonado por Beyblade, um tipo de pião metido a besta, rsrs. Comprei uns bonitos, com luzes, mas ele falou que não é o verdadeiro e não gostou. Outro dia estava andando com ele e entramos numa lojistas daquelas de 1,99. Aí ele veio com os olhos brilhantes e me mostrou o verdadeiro, que custa menos de um terço do outro.
    Quanto aos limites, já consigo distinguir a birra da crise verdadeira. Seu rosto é transparente e eu vejo quando ele sofre com seu próprio descontrole.

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    1. A simplicidade deles representa muito bem a personalidade amável e a simplicidade de viver as coisas lindas da vida.

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  17. Gostei do artigo... apesar que não entendi a citação do "antigo asperger" pois meu filho foi diagnosticado no CID 84.5 Síndrome de Asperger e não CID 84 Autismo. Segundo a neuropediatra do meu filho não existe CID para "Autismo Leve" e que segundo a mesma ter algumas características do autismo não o torna autista... seria o mesmo que dizer que 100% dos casos de demência sejam decorrentes do Alzheimer, sendo que existe outras doenças tão graves quanto e com os mesmos sintomas. Talvez vc possa compartilhar como foi fechado o diagnóstico do seu filho.

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    1. Sugiro que leia o artigo que escrevi aqui mesmo no blog explicando a questão da nomenclatura. Foi alterado no DSM V o portador de asperger que passou a estar incluído no transtorno do espectro autista. Tem que ver em que ano seu filho foi diagnosticado. Hoje tufo faz parte do transtorno global de desenvolvimento. Também aqui no blog já tem um artigo contando como foi a descoberta do autismo do meu filho. Se vc passar as páginas verá que estes assuntos já foram abordados e explicados. Obrigada por escrever. Abraço. Kenya

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  18. Todas as mães são capazes de entender as necessidades de seus filhos. O meu Raul tem 6 anos e é autista. A responsável maior por ele sou eu, e não é fácil. A carga é pesada e às vezes me causa desespero e sofrimento. Mas sempre peço a Deus para que me dê sabedoria para criá-lo. Linda sua história com o seu Guilherme.
    Só uma dica: Ao invés de guardar o carro no sótão, porque não doar a uma criança e tornar a vida dela feliz. Não funcionou com o Guilherme, mas poderia funcionar com outra criança autista.
    Seu Guilherme é lindo e com certeza uma jóia rara de inteligência. Beijos de luz para as mães azuis.

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    1. Entendo bem seu questionamento. Sempre dou tudo o que é do Guilherme para outras crianças. Mas esse carro é a simbologia do autismo na vida dele e uma linda recordação que ele irá ter de sua superação quando for adulto. Tem um imenso valor emocional, que não pode ser passado adiante sem ser resolvido. Entende?

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  19. Meu filho gosta muito de pijamas e um sapato social. Ele diz que é do Patati e Patata. Mas as pessoas ficam rindo por não entender.

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    1. Ai que lindo. Tem coisa mais singela e perfeita? Eles são simplesmente demais. Amo muito.

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  20. Sou o pai do Pedro, ele tem 5 anos e a quase 2, ele foi diagnosticado com autismo grau leve. O que me encanta no meu filho, é a simplicidade.... Coisas como linhas e caixas de papelão são seus brinquedos favoritos... Mas também ele é muito hábil com tecnologias. Tenho certeza que o seu é assim também. Parabéns pelo texto.

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    1. Obrigada querido, meu filho também tem preferência por objetos de empilhar, caixinhas e fica muito grato com as caixas dos presentes, ama gravetos e folhas de árvores. É um mundo lindo demais.

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  21. Otimo seu relato. Sou tia e professora de uma criança autista, sei o qto é difícil fazer ele aceitar o não e não ser agressivo diante disso e de outras coisas. Tento incluí-lo ao máximo nas atividades em sala, mas ele nem sempre quer e se irrita com a insistência e por vezes acaba 'machucando' os outros... sei que ela adora pintar com tinta... queria tanto poder ajudá-lo mais, mas não sei o que posso fazer... queria uma ajuda, pq ele passa praticamente o dia todo na escola... ele passa com psicóloga, mas mesmo assim está sendo difícil, ele não aceita o não e barulhos o deixam muito irritado e agressivo, ele arranha e machuca as crianças não só da sala dele... preciso de um ajuda do que fazer com ele qdo tiver essas crises e já ir pra escola assim. Ele tem 4 anos e meio. Se alguém puder ajudar, vou agradecer muito.

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    1. Eu sei o quanto é difícil organizar uma rotina e remodelar a vida, ainda mais com a situação que o país enfrenta. Mas infelizmente não é o ideal para o autista passar o dia na escola, ele precisa da segurança do lar, da rotina e do aconchego. Não adianta insistir com atividades que ele não está disposto no momento, mas conquistar a confiança dele respeitando suas limitações e preferências, assim desenvolvendo melhor os potenciais que ele tem. Se quiser conversar mais comigo estou à disposição via redes sociais ou no site. Grande beijo cheio de luz e paz.

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  22. Verdade! O resultado dessas ações é encantador! Tenho um aluno autista de 10 anos que lê, escreve e vai ao mercado do bairro sozinho fazer pequenas compras. A mãe sempre o educou com autonomia. E hoje se alegra com as vitórias do menino.

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    1. Nossa que legal, eu sonho com esses dias de independência também. Tenho me dedicado para que isso aconteça de forma natural na vida dele. Obrigada por escrever.

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